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Morrendo

Gente, gente. Disse no post anterior que iria atualizar o Oito. Mas estou morrendo. Não consigo levantar a minha gorda bunda nem pra ir ao cinema. Se eu não passar desta pra uma melhor, logo que começarem as aulas (06/08), o Oito voltará ao seu funcionamento normal.

Merci,

Regina Trindade.

por Regina Trindade

Prezados e seletos leitores do Oito Milímetros. É com tristeza que anuncio que por duas semanas, por motivos de final de período, o nosso humilde blog ficará em recesso. Sim, semana passada e esta semana não houve e nem haverá produção. Desculpem-nos pela falha. Mas prometo que semana que vem tudo voltará ao normal. Quarta Nobre, os filmes, a sessão Grav!

Mas para não passar totalmente em branco, deixo aí uma sugestão um tanto bizarra de filme: Pink Flamingos, um longa de 1972, de John Waters, o mesmo de Mamãe é de morte. Assisti hoje, na aula de Vídeo. Espero que gostem da idéia.

 

 Só lembrando: hoje tem Grav, às 19h, no Conexão de Saberes. O filme da noite é “Embriagado de Amor”, de Paul Thomas Anderson.

O olhar

O olhar é algo super interessante. Cada um olha um objeto e o vê de uma maneira tão própria, com um significado tão único que me encanta. O post de hoje é sobre o olhar e os múltiplos olhares sobre o mundo.
 
Essa subjetividade incandescente que existe em cada um a cada movimento, palavra, reação, encanta à quem se dedica a retratar o dia-dia, como os jornalistas. Encanta e é tema de muitas teses de mestrado, doutorado… e de blog também. O blog Subjetividade, como o próprio nome diz, fala sobre as múltiplas subjetividades de uma pessoa, de um objeto, de qualquer coisa. Afinal, tudo é muito subjetivo. Ok, não sejamos tão radicais, quase tudo é subjetivo.

Segundo Giselle Pereira, autora do blog, o conceito de subjetividade surgiu na época do Iluminismo, quando passou-se a exaltar a racionalidade e a individualidade. Para Giselle, subjetividade é muito mais que um termo, assim como subjetividade em si nos mostra que um objeto não é só um objeto, que uma foto não é só uma foto e que um lugar não é só um lugar.

Então vamos à foto. No blog Le Portrait, Juliana Tinoco nos grita várias subjetividades em cada foto. O blog nos mostra que uma foto como a abaixo, pode ser uma foto de uma menina nua ou muito mais do que isso. Pode representar, por exemplo, um grito ao censo comum, pelo fato de se tratar de uma menina normal e não de uma modelo.

Um lugar que me desperta várias subjetividades a cada momento que para ele eu olho é a Universidade Federal do Espírito Santo. A UFES é o lugar de várias imagens perfeitas que guardo em minha mente. A UFES é também o local-tema do blog [Entre]Tanto. O blog relata o que acontece na universidade, tem uma linguagem jornalística e, por isso, muito subjetiva. Certamente, muitas pessoas vêem a universidade e as coisas que nela acontecem com um olhar diferente da autora do blog, Susana Kohler. Quem é o certo? Quem é o errado? Ninguém, são apenas visões diferentes.

E se você discorda de todas as subjetividades que aqui eu coloquei, tudo bem, afinal subjetividade, para mim, é isso: o olhar de cada um sobre algo comum. E viva a diferença!

por Regina Trindade

Começa, a partir de hoje no Oito, a “Sessão Grav”. Todas as quintas-feiras serão contempladas com um texto sobre o filme que foi cartaz no Grav, pra quem não sabe, o Grupo de Estudos Audiovisuais, projeto de Extensão coordenado pelo nosso Alexandre Curtis. O Grav funciona da seguinte maneira: todas as terças é exibido um filme de um diretor que é contemplado por três semanas. Ou seja, durante três semanas, são exibidos três filmes diferentes de um diretor. As sessões acontecem nas terças às 19h, na sala do Conexão de Saberes, no segundo andar do Centro de Vivências da Ufes. São grátis, com direito a um debate descontraído no final do filme. Às vezes rolam uns curtas também, sempre surpresas.

Eu, após muito relutar comigo mesma, voltei às sessões do Grav. E vou dividir a minha experiência com vocês. É uma forma conhecer novos diretores e novas linguagens. Aproveitem. Lembrando: o Grav é na terça-feira, com exibições grátis de filmes. O Grav no Oito será nas quintas.

Bem, o filme de estréia da Sessão Grav no Oito é Boogie Nights, de Paul Thomas Anderson. Simplesmente um estouro. Vi em VHS, com aquela imagem típica cheia de ruídos e com o famoso “embolamento” da fita. Mas o filme rodou, e é isso que importa.

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Novidades…

A partir de hoje vamos postar, esporadicamente às terças e quintas, notícias sobre cinema. Novidades, curiosidades, comentários extras… e o que mais sugerirem.

O espaço de terças e quintas continua, preferencialmente, aberto para a Sessão Lanterninha, que ainda não estreou mas deve estrear em breve (aguardamos a sua participação!).

Mas vamos ao que interessa e o que interessa hoje é Michael Moore. Ah não, Michael Moore não te interessa? Vamos lá, o cara é, no mínimo, comédia.

O que Moore está aprontando dessa vez? Aprontando nada, ele diria, quem apronta são os seguros de saúde com seus clientes, eu apenas relato isso. Não entendeu? O novo filme de Michael é sobre a máfia da indústria farmacêutica, do sistema de assistência médica e dos planos de saúde norte-americanos. O filme, de nome Sickos, tem como objetivo incitar os estadunidenses a agir, segundo Moore.

Beleza, legal, interessante, mas e daí? - diria você, caro leitor, no Brasil tem documentários sobre coisas muito piores do que isso e não fazem o menor sucesso. Mas o grande lance não é o assunto em si, mas como o diretor faz para divulgá-lo e para retratá-lo. Quer algumas dicas de como fazer sucesso? Aí vai… Continuar Lendo »

por Regina Trindade

Hoje dois filmes terão menção honrosa aqui no Oito. São eles “As aventuras de Azur e Asmar”, do francês Michel Ocelot e “Uma verdade inconveniente”, do quase presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore. Não. Os dois não estão em cartaz; suspeito que já estejam nas locadoras de Vitória há muito tempo. Mas eu decidi escrever sobre eles porque ambos fazem parte de um projeto, o “Cine Escola Metrópolis”, iniciativa do Cine Metrópolis para trazer as escolas públicas para o escurinho do cinema e promover debates. Se os textos agradarem a você, querido leitor, vá até a locadora mais próxima e assista. Vale a pena.

As aventuras de Azur e Asmar, de Michel Ocelot.

Um verdade inconveniente, de Al Gore.

 

As aventuras de Azur e Asmar (Azur et Asmar - Michel Ocelot)

Falar desse filme é um prazer pra mim. Não o assisti no projeto Cine Escola Metrópolis. Paguei entrada e sentei no meu lugar de direito, como todo bom cidadão. E me surpreendi.

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Uma verdade inconveniente (An inconvenient truth – Al Gore)

 

por Regina Trindade

Al Gore? Não é aquele que concorreu para chefe da nação mais poluidora do mundo? Sim, ele mesmo. E daí? Vou contar o porquê deste filme no Oito. Encontrava-me sozinha lá na cantina do Metrópolis, na última sexta-feira, quando vi um monte de pirralhos entrando no cinema. Estava atoa com duas aulas vagas e nem sabia que estava rolando a ocupação da reitoria durante o período. Fiquei intrigada e perguntei à Tia Zuma, que trabalha no cinema, o que estava acontecendo. Ela explicou que era o projeto Cine Escola Metrópolis, de grátis, aberto às escolas públicas da Grande Vitória. Eu não estava fazendo nada, então perguntei se poderia entrar. Deram-me permissão. Entrei de gaiato no navio, mas não entrei pelo cano. O filme é bom de verdade.

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por Regina Trindade

Multidão. Um show de rock, a audiência de um programa de TV, Hitler discursando em Berlim. Um grande número de pessoas unificadas e reunidas em torno de uma identidade. Uma massa amorfa indiferente, o povo. Equivocadamente, esta é a imagem que fazemos da multidão. Dois pensadores da contemporaneidade, Antonio Negri e Michel Hardt, nos mostram que o termo designa algo diferente. A multidão, enquanto conceito, é contrário ao povo por ser constituído por singularidades plurais e não por identidades uniformes. A singularidade é o homem que se relaciona com o outro e que, no reflexo do outro, define o seu ser. Parte do princípio de que as livres diferenças formam o comum. O povo, por sua vez, necessita ser conduzido, pelo fato de que as individualidades são indiferentes, sem vida e brilho próprios. 

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