por Regina Trindade
A escolha do prestigiado da semana deu-se por acaso, num passeio à videolocadora. Passando pela sessão de filmes policiais, vi Taxi Driver, de Martin Scorsese, diretor nova-iorquino “da gema”. Eu, na minha imbecilidade, nunca havia visto o filme, só sabia que ele era famoso e blá, blá, blá. Então o escolhi, para juntar o útil (postar no blog), ao agradável (adivinhem). Eu adorei o longa de cara. Mesmo. Mas dele eu falo depois. O que me interessou foi o trabalho de Scorsese, que eu já conhecia de Os infiltrados, Gangues de Nova York, O aviador, Touro Indomável e Cassino. É. Só não tinha visto ‘Taxi Driver” mesmo. Acho que na época meu pai não deixou, ou coisa assim. Vai saber…
Martin Scorsese – O Injustiçado

O novaiorquino é admirado por críticos e estudiosos, que o chamam de “o maior realizador americano vivo”. E ele o é. Tem mais de 30 filmes, entre curtas e longas, que ocupam lugares de destaque nas listas de melhores filmes do American Film Institute e na lista dos 250 melhores da Internet Movie Database, um tipo de “banco de dados” sobre a sétima arte.
Para a tristeza de Scorsese, porém, seu nome nunca foi premiado com um Oscar. Nunca. Rolavam até uns boatos de que a Academia de Cinema de Hollywood não ia muito com a cara de Martin. Inconformadíssimo,ele já estava quase fazendo bico para os “hollywoodianos”. Mas não deixou que isso afetasse a qualidade de sua obra. Scorsese batalhou e aperfeiçoou sua técnica, dando-nos verdadeiras obras de arte como Gangues de Nova Iorque e No direction home, um documentário belíssimo sobre a vida do cantor/compositor/poeta Bob Dylan.
Martin nutre também uma profunda admiração (sem brincadeiras sem graça) pelo trabalho do ator Leonardo diCaprio, que vem se revelando um grande potencial. Graças a Alá, despiu-se do melodrama mexicano de Jack, do multimilionário Titanic, e a cada filme que faz surpreende a platéia. Não acham? Eu acho.
Martin Scorsese – O garoto sorridente

Cerimônia do Oscar de 2007. Finalmente fez-se Justiça. Os infiltrados, que levou o prêmio de melhor filme, foi indicado também para a categoria de melhor direção. E não foi que Scorsese levou a estatueta? Aquelas sobrancelhas escuras franziam-se de alegria. O diretor deve ter agradecido umas 20 vezes. Sem exageros. Martin levou a melhor entre outros quatro diretores, Alejandro González Iñárritu , com Babel, Clint Eastwood, com Cartas de Iwo Jima, Stephen Frears , com A Rainha e Paul Greengrass, com United 93. Tirando Clint Eastwood, os outros diretores nem são tão aclamados assim. Sem tirar o mérito de Scorsese e a qualidade de seus filmes, seria quase uma sacanagem ele não ganhar o Oscar. Ainda bem que a Academia percebeu isso.
[...] Jun 6th, 2007 by Regina Trindade Taxi Driver, de Martin Scorsese [...]