O olhar é algo super interessante. Cada um olha um objeto e o vê de uma maneira tão própria, com um significado tão único que me encanta. O post de hoje é sobre o olhar e os múltiplos olhares sobre o mundo.
Essa subjetividade incandescente que existe em cada um a cada movimento, palavra, reação, encanta à quem se dedica a retratar o dia-dia, como os jornalistas. Encanta e é tema de muitas teses de mestrado, doutorado… e de blog também. O blog Subjetividade, como o próprio nome diz, fala sobre as múltiplas subjetividades de uma pessoa, de um objeto, de qualquer coisa. Afinal, tudo é muito subjetivo. Ok, não sejamos tão radicais, quase tudo é subjetivo.
Segundo Giselle Pereira, autora do blog, o conceito de subjetividade surgiu na época do Iluminismo, quando passou-se a exaltar a racionalidade e a individualidade. Para Giselle, subjetividade é muito mais que um termo, assim como subjetividade em si nos mostra que um objeto não é só um objeto, que uma foto não é só uma foto e que um lugar não é só um lugar.
Então vamos à foto. No blog Le Portrait, Juliana Tinoco nos grita várias subjetividades em cada foto. O blog nos mostra que uma foto como a abaixo, pode ser uma foto de uma menina nua ou muito mais do que isso. Pode representar, por exemplo, um grito ao censo comum, pelo fato de se tratar de uma menina normal e não de uma modelo.

Um lugar que me desperta várias subjetividades a cada momento que para ele eu olho é a Universidade Federal do Espírito Santo. A UFES é o lugar de várias imagens perfeitas que guardo em minha mente. A UFES é também o local-tema do blog [Entre]Tanto. O blog relata o que acontece na universidade, tem uma linguagem jornalística e, por isso, muito subjetiva. Certamente, muitas pessoas vêem a universidade e as coisas que nela acontecem com um olhar diferente da autora do blog, Susana Kohler. Quem é o certo? Quem é o errado? Ninguém, são apenas visões diferentes.
E se você discorda de todas as subjetividades que aqui eu coloquei, tudo bem, afinal subjetividade, para mim, é isso: o olhar de cada um sobre algo comum. E viva a diferença!
… texto lindamente subjetivo!
Realmente Faninha, este texto está subjetivamente lindo. Simples, direto e profundo! Parabéns e continue com esse seu olhar subjetivo e encantador.
Lu
Regina vc é uma ridícula!!
Oi Stefânia. Muito legal o post. Gostaria de oferecer uma contribuição:
A subjetividade é anterior ao Iluminismo. O “sujeito moderno” nasceu com o pensamento de René Descartes (1596-1650). É Descartes quem contrapõe o sub-jectum (”ser pra dentro”
ao ob-jectum (”ser pra fora”). Homem (sujeito) X mundo (objeto). Diferentemente do povo antigo e medieval, o sujeito passa ter uma postura ativa diante do mundo, manipulando os recursos naturais e os animais a favor do capitalismo e da ciência… o final da história a gente sabe!
Beijos
100% Camp Rock